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Em Curitiba, Embaixada Solidária recebe reconhecimento e apresenta projeto de sua nova sede em Toledo

Instituição participou do MigraHub, encontro que reuniu importantes iniciativas humanitárias do Paraná e organismos internacionais para compartilhar experiências e fortalecer ações voltadas à população migrante e refugiada.

Na última semana, a fundadora e presidente da Embaixada Solidária, jornalista Edna Nunes, e o diretor de Relações Institucionais, Luiz Albuquerque, estiveram em Curitiba para participar do MigraHub: Projeto Pontes: Ideias que atravessam fronteiras, realizado no Teatro Paranaense.

O encontro reuniu importantes projetos humanitários do Paraná, representantes do poder público e organismos internacionais, como a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Fundação Pan-Americana para o Desenvolvimento (PADF).

A participação aconteceu a convite do superintendente-geral de Governança Migratória do Paraná, Gil Souza, e de Fernando Buiar Noronha, que conhecem de perto o trabalho desenvolvido pela instituição. A Embaixada Solidária agradeceu aos dois profissionais pelo reconhecimento e pela iniciativa de aproximar organizações humanitárias, gestores públicos e experiências bem-sucedidas de acolhimento.

Nova sede: um projeto para acolher o mundo

Durante sua apresentação, Edna Nunes compartilhou o ecossistema de atuação da Embaixada Solidária, fundada em 2014, e abriu sua participação com uma das notícias mais importantes da história da organização: o projeto de sua nova sede, que será construída na região do Grande Panorama, em Toledo.

A futura estrutura permitirá ampliar os atendimentos e fortalecer programas de segurança alimentar, empregabilidade, proteção às mulheres, moradia e integração sociocultural.

O projeto arquitetônico foi integralmente desenvolvido e doado pelas arquitetas Meri Blatt Heiss e Larissa Koch Gottems, do escritório Meri e Lari Design e Arquitetura. Inspirada no conceito Janelas para o Mundo, a proposta valoriza a sustentabilidade, a diversidade cultural e o pertencimento.

A aproximação das profissionais com a instituição aconteceu por intermédio da voluntária Vania Trentini, fundamental para viabilizar a parceria. A Embaixada Solidária reconhece a generosidade das três mulheres, cuja contribuição transforma o projeto em um patrimônio social para a cidade.

 

Empregabilidade e os desafios após a contratação

O diretor de Relações Institucionais, Luiz Albuquerque, abordou uma das principais frentes de atuação da Embaixada Solidária: a inserção de migrantes e refugiados no mercado de trabalho e os desafios que permanecem após a contratação.

Entre os aspectos apresentados estão as barreiras linguísticas, as diferenças culturais, a adaptação ao ambiente profissional e a necessidade de acompanhamento para garantir a permanência no emprego.

A instituição desenvolve essa atuação em parceria com o Serviço Social da Indústria (SESI), aproximando trabalhadores migrantes do setor produtivo e contribuindo para relações de trabalho mais inclusivas e sustentáveis.

Reconhecimento e gratidão às origens

Com 12 anos de atuação e atendimentos a pessoas de 47 nacionalidades e de todos os estados brasileiros, a Embaixada Solidária compartilhou em Curitiba uma experiência que ultrapassou as fronteiras de sua cidade de origem e passou a contribuir com outras regiões.

Ao encerrar sua participação, Edna Nunes fez um agradecimento especial a Toledo, onde nasceu, fundou e mantém a instituição. A jornalista ressaltou que a confiança da comunidade, o apoio dos parceiros e as portas abertas ao longo dos anos foram fundamentais para que a organização ampliasse seus horizontes.

“De Toledo para o Paraná, reafirmamos uma convicção que acompanha nossa história: acolher é apenas o começo. Integrar, gerar oportunidades e construir pertencimento são os caminhos para que cada pessoa tenha o direito de recomeçar. Foi em Toledo que encontramos as primeiras portas abertas e as mãos estendidas. Se hoje conseguimos alçar voos maiores, é porque temos raízes profundas nesta cidade. Toledo é nossa casa, nosso ponto de partida e o lugar para onde sempre voltamos com gratidão”, destacou Edna Nunes.

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